O
processo de purificação e dor:
Textos sobre a filosofia de Mokiti Okada
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Antes de mais nada, o que vem a ser o processo
de purificação? A grosso modo, ele
compreende duas etapas. A primeira consiste na concentração e solidificação das
diversas toxinas contidas no sangue, em diferentes pontos do corpo,
especialmente nos locais de grande atividade nervosa e nas partes que ficam em
posição inferior, quando o corpo se encontra em repouso.
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Com o passar do tempo, as toxinas concentradas
vão endurecendo, o que vem a ser a causa do enrijecimento dos músculos. Às
vezes não há sofrimento algum; quando muito, rigidez nos ombros. A segunda
etapa da purificação começa, quando a solidificação ultrapassa determinado
nível, sobrevindo aí o processo natural de eliminação. Para facilitá-lo, surge
uma ação destinada a dissolver as toxinas, isto é, a febre.
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O grau de febre depende não só da natureza,
quantidade e rigidez das toxinas, mas também da constituição física do doente.
Muitas vezes, a febre aparece como resultado do cansaço após a prática de
exercícios físicos, pois estes aceleram o processo de purificação. Assim, as
toxinas liquefeitas são eliminadas na forma de suor, catarro, secreção nasal,
etc.”
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A tosse e o espirro são como ações de
bombeamento: a primeira, para eliminação do catarro; o segundo, para eliminação
de secreção nasal. Isso se tornará bastante claro, se observarmos que,
realmente, eliminamos catarro quando tossimos, e secreção nasal quando
espirramos. Por outro lado, a perda de apetite é causada pela febre, pela tosse
e pelos medicamentos.
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As dores de cabeça e nas juntas são decorrentes
da dissolução das toxinas existentes nestes pontos, as quais excitam os nervos
no momento de sua eliminação em estado líquido. A dor de garganta ocorre,
porque as toxinas contidas no catarro irritam a mucosa que a reveste,
ocasionando sua inflamação; a rouquidão baseia-se no mesmo princípio, sendo
causada pela inflamação das cordas vocais.
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